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BENTO GONÇALVES, RS, Brazil
Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PESSOAS QUE SE CORTAM

PESSOAS Q SE CORTAM
Este tipo de comportamento pode ser causado por condições específicas,
tais como perturbações do comportamento ou o síndrome de Cornelia de Lange, uma
doença genética rara que retarda o desenvolvimento físico e provoca graves dificuldades
de aprendizagem. Pode também surgir como ‘sinal de alarme’ quando os jovens são alvo
de grandes pressões ou perturbações, por exemplo, quando são brutalizados ou
violentados.

É auto-mutilação todo comportamento em que ferimentos são infligidos em si mesmo. Pode assumir muitas formas, incluindo excesso de
comprimidos ou drogas, queimaduras, saltos de grandes alturas, choque de veículos ou
cortes no corpo. É algo que chama a atenção. E geralmente espantoso quando os ferimentos possuem gravidade.

Se pensarmos na auto-mutilação como parte de um repertório auto-destrutivo, não é difícil de compreendê-la: é simplesmente agressividade auto-dirigida, transmutada em acto de punição fisíca. Contudo, se pensarmos na auto-mutilação como um acometimento necessário para se apaziguar um tormento psíquico, aí fica mais difícil de se compreender, porém não impossível.

O sujeito, em situação penosa de extrema angústia, se mutila. E, após a auto-mutilação, obtém um certo alívio da angústia que o afligia. Devemos considerar as diferenças entre as dores da alma e as dores do corpo. Parece haver sempre em nosso organismo a necessidade de uma justificativa concreta e material para nossos sofrimentos. Como se já não bastassem os sofrimentos concretos, tudo o que padece nosso corpo, ainda padecemos de abstrações, de conjecturas. Como se não bastasse o sofrimento presente, ainda nos angustiamos com o que está longe e ausente, seja passado, futuro, ou toda e qualquer forma de preocupação e ansiedade.

Freud, em "O mal-estar na civilização (1930)", salienta que o sofrimento pode nos abordar das mais diversas direcções. E que o sofrimento proveniente da relação com os outros é ainda sentido como mais penoso, pois é interpretado como um acréscimo, um suplemento gratuito a nossos dramas de existência. Das relações com o próximo padecem seres das mais variadas espécies. O maior problema do ser humano é sua relação com o que não é presente. E é isto, contudo, o que nos torna humanos.

A auto-mutilação, para quem padece dela, produz uma compensação física para o sofrimento impalpável e cego da alma.

Para a psiquiatra Vera Zimmermann, esse comportamento se aproxima da patologia: "Eles não encaram a pele como invólucro do corpo, como protecção. Na hora do exacerbamento da angústia, não há limites e eles só conseguem extravasar em si mesmos. A dor física expressa a dor emocional."

A psiquiatra explica que este comportamento é suicida, embora morrer não seja o objetivo final: "Essas pessoas têm a auto-estima extremamente baixa. O que elas fazem é um micro-suicídio. Elas acham que merecem o sofrimento, não a morte". Raramente o exibicionismo está ligado ao "cutting". Muitos pais só descobrem que os filhos se cortam anos depois. Eles fazem isso na intimidade do quarto ou no banheiro e escolhem partes do corpo que podem ser escondidas, como pernas e barriga. Nos braços e pulsos, eles usam a mangas compridas para esconder as cicatrizes.

A psiquiatra Vera Zimmerman diz que as inscrições no corpo são elementos de identificação em um grupo, chegando até a perder o limite entre a estética e o sofrimento. Um exemplo de como isto é levando até as últimas consequências por algumas pessoas é a "scarification", uma cicatriz parecida com tatuagem, mas feita com bisturi. Outra prática um tanto dolorosa é o "branding", que marca a pele com ferro quente, da mesma forma que é feito com gado. A média de preços é a mesma das tatuagens tradicionais e varia de acordo com o tamanho.

Segundo a Dra. Vera, quem recorre à auto-mutilação é porque não encontrou escapes saudáveis para a angústia: "Isso revela uma fragilidade na construção da personalidade e é um hábito muito difícil de abandonar. Se a pessoa consegue se aliviar das cobranças assim, ela vai repetir toda vez que se sentir pressionada".

"No tratamento, às vezes é necessária a prescrição de ansiolíticos, mas o principal é a terapia para descobrir a causa do problema", esclarece a terapeuta.

Não há dados estatísticos se quem sofre mais com a automutilação são os rapazes ou as raparigas, mas uma coisa é certa: as maiores vítimas são os adolescentes. A médica explica que as pessoas que têm crise de angústia na vida adulta a expressam de outra forma, como em compulsões alimentares ou até mesmo o suicídio.


Fontes:

http://guiadasemana.com.br/noticias.asp?/TEEN/SAO_PAULO/&a=1&ID=16&cd_news=29138&cd_city=1

http://ec.europa.eu/justice_home/funding/2004_2007/daphne/illustrative_cases/illustrative_cases_pt/22_self_pt.pdf

http://www.bmezine.com/scar/A40922/scrmorta.html - um testemunho em discurso directo

http://inquilinosdoalem.blogspot.com/2006/03/pequenas-digresses-psicopatolgicas.html

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